O ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida publicou um vídeo nas redes sociais afirmando ser "um homem inocente" das acusações de importunação sexual. Ele criticou a forma como foi demitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, declarando que pretende se manifestar apenas no âmbito judicial, devido ao sigilo da investigação.
Almeida destacou que o caso envolveu o uso indevido de uma pauta relevante, como a luta das mulheres contra a violência. No vídeo, ele também mencionou que sua demissão ocorreu em cerca de 24 horas e que a situação reflete uma realidade preocupante sobre homens negros na sociedade.
Ele questionou a imagem criada em torno dele como um "homem poderoso", comentando que tal figura não seria demitida de forma tão rápida e sem direito à defesa. Almeida reforçou sua intenção de responder judicialmente às acusações, considerando-as irresponsáveis.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Almeida ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 21 de março por importunação sexual contra a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. A denúncia tem como relator o ministro André Mendonça e foi apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, que avaliou haver indícios que sustentam o relato da ministra.

