A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) avalia que o reajuste no querosene de aviação (QAV) anunciado pela Petrobras terá consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços. A entidade alerta que o combustível passa a responder por 45% dos custos operacionais das companhias aéreas.
A Abear representa as empresas Azul, Boeing, Gol, Gol Log, Latam, Latam Cargo, Rima, Sideral e Total Express. O presidente da entidade, Juliano Noman, cobrou que as 'medidas urgentes' do governo federal para mitigar o impacto da alta do petróleo sobre o QAV.
A Petrobras informou que parcelará o reajuste para o QAV, distribuidoras que atendem à aviação comercial poderão optar por pagar apenas 18% de aumento, em abril, e parcelar a diferença em até seis vezes, a partir de julho.
O preço do QAV é estipulado pela Petrobras mensalmente, sempre no dia 1º. O reajuste deste mês acontece no momento em que o mundo enfrenta uma escalada no preço do barril do petróleo por consequência da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

