O ministro Edson Fachin, atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), acumulou 37 reuniões com congressistas nos primeiros seis meses de gestão, envolvendo 22 senadores e 15 deputados federais. O intervalo médio entre os encontros foi de cinco dias, levando em conta recessos e feriados.
Na quinta-feira, Fachin reagiu a um relatório de um comitê do Congresso dos Estados Unidos que questiona decisões do STF sobre liberdade de expressão. O ministro classificou o documento como "impreciso" e indicou que o Brasil dará uma resposta institucional por via diplomática.
Parte das reuniões focou em temas administrativos do Judiciário, incluindo a reforma administrativa e a remuneração de assessores. Fachin também se reuniu formalmente com os presidentes das Casas legislativas, totalizando seis encontros, onde discutiu a criação do Fundo Especial da Justiça Federal e o reajuste para técnicos e analistas.
As reuniões visam consolidar um padrão de diálogo com o Congresso, segundo o STF. Entre as iniciativas destacadas por Fachin, está a regulamentação da Polícia Judicial, que inclui a criação de cargos e ajustes na estrutura vinculada ao Conselho Nacional de Justiça.


