Na Sexta-Feira Santa, o peixe deixa de ser apenas um alimento e passa a representar fé, tradição e memória afetiva para muitas famílias. No entanto, o alto custo ainda é um obstáculo para muitas famílias. Dados de mercado mostram preços elevados: o bacalhau pode ultrapassar R$ 156 o quilo, o salmão passa de R$ 95, a tilápia já supera R$ 45 e até a sardinha, tradicionalmente mais acessível, registrou aumento de 92%.
Para famílias de baixa renda, os valores são inviáveis. Nesse contexto, garantir o acesso ao pescado também significa assegurar dignidade e respeito às tradições culturais e religiosas. É nesse cenário que o programa Armazém Solidário ganha relevância.
A iniciativa atende famílias inscritas no CadÚnico, oferecendo alimentos como peixes, carnes e hortifrúti com preços de 30% a 50% mais baixos em relação ao mercado. A política pública permite que pessoas com renda de até um salário mínimo tenham acesso a uma alimentação de qualidade, respeitando hábitos culturais e evitando a escolha entre itens básicos e outras despesas essenciais.
Durante a Semana Santa, o programa registrou aumento significativo na procura. Foram mais de 12 toneladas de pescados vendidas apenas na semana, somando 20 toneladas desde o início do ano. Ao todo, mais de 1,28 milhão de pessoas já foram atendidas, com 18,5 milhões de itens comercializados nas sete unidades em funcionamento — número que deve crescer com a abertura de novas unidades.



