O Ministério da Justiça e Segurança Pública revelou a ausência de um controle eficaz e de um diagnóstico sobre o crescimento do crime organizado na Amazônia Legal. A informação foi divulgada em resposta a um requerimento do deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM) feito em novembro.
O ministério reconheceu que não possui um levantamento detalhado que explique as causas por trás da expansão das facções criminosas na região. A pasta afirmou que, apesar da relevância do tema, ainda não há um diagnóstico consolidado que identifique claramente as razões para a presença crescente desses grupos.
Dados apresentados por Capitão Alberto Neto mostram que, em um período de dois anos, a atuação de facções criminosas aumentou de 178 para 344 municípios, resultando em um crescimento de quase 50%. O deputado classificou a resposta do governo como um indicativo da fragilidade na abordagem federal diante desse problema considerado crítico.
Embora o Ministério da Justiça mencione investimentos e operações de segurança, não foram apresentados resultados concretos no combate ao crime organizado. Para Capitão Alberto Neto, a situação reflete a expansão territorial das organizações criminosas, acentuada pela falta de presença do Estado.
O deputado também expressou preocupações sobre impactos à soberania nacional, especialmente em áreas fronteiriças, além do aumento da insegurança na região Norte. Ele alertou que, quando o Estado SE retira, o crime toma conta. "Hoje, observamos facções dominando territórios e rotas, espalhando medo entre a população", destacou.
Capitão Alberto Neto reiterou seu compromisso em exigir ações do governo federal, afirmando que a Amazônia não pode SE tornar um território sem comando.


