Os problemas com lesões voltam a assolar o São Paulo, que já havia desfrutado de um início de temporada relativamente tranquilo sob a liderança de Hernán Crespo. No entanto, a situação se agravou após a troca de comando técnico, resultando em desfalques significativos para a equipe.
O volante Marcos Antônio, peça essencial do meio-campo, sentiu dores na coxa durante a partida de ontem, dia 14, no Morumbi, contra o O'Higgins, pela Copa Sul-Americana. Ele foi substituído e, embora o clube ainda não tenha divulgado a gravidade da lesão, é provável que ele perca os próximos jogos.
Além dele, o técnico Roger Machado já lidou com a ausência de outros dois titulares e do reserva imediato de Marcos Antônio. Pablo Maia sofreu uma fratura no rosto após um acidente nos treinos no CT da Barra Funda, enquanto Lucas Moura quebrou as costelas em um jogo contra o Atlético-MG e deve retornar apenas após a Copa do Mundo. O zagueiro Sabino, por sua vez, está afastado há mais de 10 dias devido a sobrecarga muscular.
A temporada passada foi marcada por um número elevado de lesões no São Paulo, que registrou mais de 70 ausências em 2025, impactando negativamente a campanha nas competições. Lesões musculares e casos como a síncope vasovagal de Oscar, que encerrou sua carreira, foram algumas das razões para o alto número de desfalques.
Um dos casos mais notórios foi o de Lucas Moura, que enfrentou sérios problemas no joelho e acabou perdendo quase toda a temporada devido a múltiplos tratamentos no DM. Com a nova lesão de Marcos Antônio, os fantasmas do passado podem ressurgir no Morumbi.
Recentemente, a administração do clube foi abalada por denúncias sobre divergências nos métodos de tratamento dos jogadores. A antiga gestão, sob Júlio Casares, precisou reformular o departamento médico após a rescisão do contrato com o médico nutrólogo Eduardo Rauen. Em 2026, a situação ainda não ganhou destaque, mas a lesão do volante pode reacender as preocupações entre os torcedores.


