A aproximação da Copa do Mundo de 2026 marca um momento decisivo para o futebol nos Estados Unidos, que está passando por um crescimento significativo em seu mercado. O país destinou mais de US$ 13 bilhões para melhorias em estádios e no sistema de transporte público, preparando-se para receber a maioria das 104 partidas do torneio, considerado um motor para a popularização do esporte na região.
A Major League Soccer (MLS) já deu início à sua temporada de 2026, alcançando um público recorde de 387.271 torcedores em sua rodada inaugural. Este resultado evidencia a maturidade do modelo de gestão da liga, que opera sob um sistema de franquias com controle rigoroso sobre os elencos.
A trajetória do futebol profissional nos EUA é marcada por ciclos de tentativas e reveses. A North American Soccer League (NASL) teve um papel importante no passado, especialmente com a chegada de Pelé ao New York Cosmos em 1975, mas colapsou na década de 1980 por questões financeiras e falta de infraestrutura.
O cenário moderno foi moldado a partir de 1994, quando a FIFA impôs a criação de uma liga sustentável como condição para sediar a Copa do Mundo. Fundada em 1996, a MLS adotou um modelo de “entidade única” que protege os investidores e garante a estabilidade financeira das franquias, crescendo de 10 para 30 equipes ao longo dos anos e alcançando uma avaliação total de US$ 23 bilhões.
As normas financeiras da MLS diferem das práticas da Uefa e da Conmebol, utilizando um sistema que envolve o Dinheiro de Alocação Direcionada (TAM) e o Dinheiro de Alocação Geral (GAM) para equilibrar as equipes. Na rodada inaugural, a liga registrou uma média de 25.818 torcedores por partida, superando em 17% a média da temporada anterior.
Além do impacto nos estádios, o engajamento com o futebol também se reflete nas audiências, com 9,7 milhões de telespectadores assistindo aos jogos ao vivo em seu primeiro fim de semana, um aumento de 59% em relação ao ano anterior. A estrutura administrativa da MLS, aliada a investimentos substanciais, posiciona os EUA como um protagonista no cenário do futebol mundial.


