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Investigação sobre vazamento de áudio ao PCC é reaberta pela Justiça Militar

A Justiça Militar decidiu reabrir as investigações acerca do vazamento de um áudio sigiloso que teria sido entregue ao PCC por R$ 5 milhões, envolvendo...
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A Justiça Militar anunciou a reabertura das investigações sobre o vazamento de um áudio sigiloso que foi supostamente entregue ao Primeiro Comando da Capital (PCC) em troca de R$ 5 milhões. A gravação, que data de 6 de outubro de 2021, contém uma conversa entre o promotor Lincoln Gakiya, um policial penal e membros da Polícia Militar no quartel da Rota.

Um primeiro Inquérito Policial Militar (IPM) foi instaurado em outubro de 2024, mas foi arquivado. Agora, as investigações se concentram em sete policiais militares que estavam vinculados ao setor de inteligência da Rota, dos quais um sargento encontra-se preso. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e a Corregedoria da Polícia Militar destacaram que o vazamento do áudio comprometeu operações de prisão de traficantes e líderes do PCC, embora ainda não tenha sido identificado quem recebeu o pagamento.

Em depoimento à Corregedoria, Lincoln Gakiya defendeu o policial penal que participou da reunião, afirmando ter total confiança nele e sustentando que o responsável pelo vazamento seria um policial militar da Rota. Na época, o comando da unidade estava sob a liderança do então tenente-coronel José Augusto Coutinho, que chegou a apontar o policial penal como suspeito.

O IPM de 2024 investigava a atuação de dois grupos supostamente ligados ao PCC, um deles inserido na Rota e o outro composto por policiais de batalhões da PM, principalmente na zona leste de São Paulo. A investigação revelou que policiais que passaram pela Agência de Inteligência da Rota tiveram acesso a informações sigilosas relacionadas a operações em curso, especialmente contra membros da facção criminosa.

Entre os indivíduos que teriam se beneficiado das informações divulgadas estão Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, que foi assassinado a tiros em novembro de 2024 no Aeroporto Internacional de Guarulhos, e outros nomes como Anselmo Bechelli Santa Fausta, Cláudio Marcos de Almeida, Rafael Maeda Pires, Silvio Luiz Ferreira e Marcos Roberto de Almeida. Destes, Cara Preta, Django e Japa já faleceram, enquanto Cebola segue foragido e Tuta foi preso na Bolívia em maio de 2025.

As investigações sobre os policiais da Rota tiveram início 23 dias antes do assassinato de Gritzbach, mas os trabalhos não avançaram após o crime. Com a recente decisão da Justiça Militar, o caso foi reaberto, voltando a focar a atenção nos policiais que atuaram na inteligência da Rota.

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