Na última terça-feira (21), o Toluca, time mexicano, fez uma denúncia sobre ataques racistas direcionados ao atacante brasileiro Helinho. Os insultos começaram após uma partida do torneio Clausura, realizada no último sábado, quando o Toluca foi derrotado pelo América por 2 a 1. Durante o jogo, Helinho se envolveu em uma discussão que resultou em sua expulsão e em um confronto físico com Alejandro Zendejas, jogador do América. No caminho para o vestiário, o brasileiro também teve um incidente com o capitão do América, Henry Martín.
O clube relatou que tanto Helinho quanto sua família têm enfrentado assédio e ataques racistas não apenas no dia da partida, mas também nas redes sociais nos dias seguintes. A situação gerou preocupação e motivou o Toluca a se manifestar publicamente sobre a questão, buscando apoio e responsabilização dos envolvidos.
Em resposta aos incidentes, o Toluca se comprometeu a colaborar com a investigação aberta pela Comissão de Gênero e Diversidade da Federação Mexicana de Futebol (FMF), que visa apurar as responsabilidades relacionadas aos ataques discriminatórios sofridos pelo jogador.
Além de Helinho, a Comissão Disciplinar da FMF impôs uma suspensão de três partidas ao atacante brasileiro, além de uma multa, devido à sua expulsão e à conduta violenta registrada durante o jogo. Como consequência, Helinho deixará de participar dos últimos jogos da fase de classificação do Clausura, incluindo os confrontos contra Mazatlán e León, além da partida de ida das quartas de final.
A punição não se limitou apenas a Helinho. O técnico do Toluca, Antonio Mohamed, e os jogadores do América, Zendejas e Martín, também receberam uma partida de suspensão e multa, em decorrência do incidente ocorrido em campo. Essa situação traz à tona a necessidade de um debate mais amplo sobre a intolerância e o racismo no futebol, evidenciando a urgência de medidas efetivas para coibir tais comportamentos.



