Nos últimos anos, a utilização de drones na agropecuária vem crescendo significativamente, permitindo que agricultores realizem operações de forma mais eficiente e rápida, além de reduzir custos. Essa tecnologia tem se mostrado especialmente valiosa em terrenos com relevo acidentado, onde o uso de maquinário tradicional apresenta desafios.
Em Castro, na região dos Campos Gerais, a produtora Kelly Alves Taborda tem sido uma das pioneiras na adoção de drones para pulverização. Com quase seis anos de experiência no uso dessa tecnologia, Kelly e sua família, incluindo o marido João Carlos Taborda e o filho Lucas Gabriel Petrech, se capacitaram por meio de um curso de operação de drones oferecido pelo Sistema FAEP. A produtora relata que, antes da adoção dos drones, enfrentavam dificuldades devido ao relevo da propriedade, que dificultava o trabalho com tratores e pulverizadores convencionais.
“Era difícil e perigoso trabalhar com trator nessas partes e a gente perdia com o amassamento da lavoura. Então começamos a pesquisar sobre drones”, explica Kelly, que se mostra orgulhosa do filho, que está prestes a embarcar para os Estados Unidos em uma bolsa de estudos na Universidade de Iowa. Ela destaca que Lucas sempre se interessou pela tecnologia e evolução do agronegócio, o que tem contribuído para o sucesso da propriedade familiar.
O presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, enfatiza que os treinamentos oferecidos são essenciais para a qualificação de produtores rurais e seus familiares. Com o conhecimento adquirido, os agricultores tornam-se mais capacitados para gerenciar suas propriedades e inovar em suas práticas. Essa abordagem está promovendo uma transformação significativa no setor agrícola.
Em Juranda, Lígia Ganacin também adotou a pulverização por drones há quatro anos. O sucesso dessa prática levou Lígia, em parceria com o marido Anderson Ganacin e o filho Leônidas Perri Ferreira, a fundar uma empresa que presta serviços de pulverização por drone para outros produtores na região. Leônidas, além de pilotar os drones, se tornou uma referência entre os jovens agricultores, buscando constantemente inovações tecnológicas para melhorar os processos.
O jovem agricultor já está ajudando um amigo de infância no Mato Grosso, que adquiriu um drone semelhante para operar na propriedade do pai. As histórias de Kelly e Lígia ilustram que a sucessão no campo vai além da simples transferência de terras, com a nova geração buscando capacitação e transformando a tecnologia em oportunidades de negócios. O futuro do agronegócio parece promissor, com a união de tradição e inovação como pilares para o desenvolvimento sustentável.



