Durante um evento do PSDB realizado em São Paulo no último sábado (25), Ciro Gomes revelou que a sua decisão sobre uma possível candidatura à presidência da República ocorrerá em maio. Até o momento, ele não confirmou a aceitação da indicação feita pelo presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, em 14 de abril. Em sua fala, Ciro já começou a abordar temas que podem pautar sua campanha, embora tenha rejeitado a ideia de ser visto como uma alternativa de terceira via.
Esta foi a primeira aparição pública de Ciro Gomes após a sua indicação para a disputa presidencial. O político expressou um cansaço em relação ao cenário político nacional e destacou que só consideraria a candidatura se a situação econômica e institucional do Brasil se mostrasse alarmante.
Ciro Gomes, que já se lançou à presidência em quatro ocasiões anteriores nos anos de 1998, 2002, 2018 e 2022, mencionou que essa poderia ser sua quinta tentativa. Ele também exerceu o cargo de governador do Ceará entre 1991 e 1994, além de ter ocupado dois ministérios em gestões distintas: o Ministério da Fazenda durante o governo de Itamar Franco, em 1994, e o Ministério da Integração Nacional no primeiro mandato de Lula, entre 2003 e 2006.
Em sua fala, Ciro também se referiu ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que não considera “razoável” que seus ministros apareçam com frequência nas páginas policiais. Essa crítica reflete sua preocupação com a imagem e a integridade das instituições brasileiras, em um momento em que o país enfrenta desafios significativos.
O cenário político atual, marcado por incertezas, faz com que a decisão de Ciro Gomes seja aguardada com expectativa. Sua história política, marcada por diversas candidaturas e cargos de relevância, traz à tona a relevância de sua figura no debate eleitoral.



