O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, lançou um novo vídeo satírico no último sábado, 25, que critica diretamente o Supremo Tribunal Federal (STF). A produção, parte da série "Os Intocáveis", utiliza bonecos animados por inteligência artificial para ironizar o ministro Gilmar Mendes e fazer alusão à inclusão de Zema no Inquérito das Fake News, além de mencionar o Banco Master.
No vídeo, um boneco que representa Gilmar Mendes faz declarações contundentes, afirmando que Zema é uma "ameaça institucional". O personagem sugere que o ex-governador deve ser censurado, trocando o termo por "Fake News". A gravação também destaca um contrato do Banco Master com o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa de um dos ministros.
Outra cena marcante mostra o personagem de Alexandre de Moraes em um jatinho nomeado "STF Airlines", que substitui a marca do Banco Master. Vale destacar que Moraes realizou pelo menos oito viagens em aeronaves associadas a Daniel Vorcaro, ex-banqueiro. O vídeo ainda menciona o Tayayá Resort, que pertenceu à família do ministro Dias Toffoli, e critica indiretamente as ações dos integrantes do STF.
A tensão entre Zema e o STF se intensificou na segunda-feira, 20, quando Gilmar Mendes encaminhou uma notícia-crime ao colega Alexandre de Moraes, solicitando uma investigação sobre Zema relacionada ao Inquérito das Fake News, em resposta a uma postagem anterior do ex-governador. Moraes encaminhou o pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR) para avaliação.
Após essa solicitação, Zema reforçou suas críticas ao STF, afirmando em um vídeo publicado no X que estava sendo perseguido pela Corte. Ele afirmou: "Aqueles que se julgam intocáveis não toleram mais qualquer tipo de piada". Durante a cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência, em Ouro Preto, na terça-feira, 21, Zema fez referência a Tiradentes e pediu coragem contra injustiças.
Em resposta às críticas, Zema considerou a fala de Gilmar Mendes como preconceituosa, levando o ministro a se desculpar publicamente. Mendes afirmou que houve uma "indústria de difamação" contra o Supremo e reconheceu o erro ao citar a homossexualidade em relação a Zema. Ele se desculpou, reafirmando seu compromisso com a verdade.



