A produção de uvas no Brasil alcançou um marco significativo com a recente abertura do mercado de exportação para o Azerbaijão. Este acordo, considerado inédito, foi firmado após intensas tratativas entre autoridades brasileiras e do país asiático, refletindo uma estratégia do agronegócio nacional para diversificar seus mercados e ampliar a presença da fruta brasileira em novas regiões.
Dados oficiais revelam que o intercâmbio comercial entre Brasil e Azerbaijão atingiu a cifra de US$ 24 milhões no ano passado. Embora esse valor seja considerado modesto, a inclusão da uva na lista de produtos exportáveis deve incrementar significativamente as transações comerciais entre os dois países. Essa conquista é fruto de um esforço conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que têm trabalhado para expandir as oportunidades para o setor agro no cenário internacional.
Especialistas do Cepea apontam que a notícia da abertura do mercado chega em um momento oportuno para os produtores brasileiros. Historicamente, as exportações de uva se concentram no primeiro semestre do ano, e a adição de um novo comprador é fundamental para o escoamento da produção. Isso evita que a superprodução resulte em uma queda acentuada dos preços no mercado interno, contribuindo para a estabilidade financeira dos agricultores.
O Brasil, com a nova conquista, soma impressionantes 591 aberturas de mercado para o setor agro desde o início de 2023. Essa marca reforça o papel do país como um importante fornecedor de frutas no mercado global, com a expectativa de que a uva brasileira se torne cada vez mais reconhecida e valorizada em regiões até então pouco exploradas.
Agora, a prioridade para os exportadores é garantir que a logística de transporte mantenha a qualidade e o frescor da uva durante a longa viagem até o Azerbaijão. Os primeiros embarques devem ocorrer em breve, consolidando a imagem do Brasil como um dos principais "pomares do mundo". O setor vitícola está focado em aproveitar essa oportunidade para firmar novos contratos e expandir ainda mais a presença da fruta nacional no comércio internacional.



