O estado do Paraná está promovendo uma ação integrada de coleta de material genético em suas unidades penais, com o objetivo de fortalecer o Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG) para investigações criminais. A operação teve início na segunda-feira, dia 27 de abril de 2026, e irá até quinta-feira, dia 30, abrangendo as nove regionais do estado. A expectativa é que cerca de 2.400 amostras sejam coletadas e inseridas no BNPG como parte de uma estratégia de aprimoramento na política penal.
Essa ação faz parte de um esforço do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul), que inclui também os estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. O objetivo é fortalecer a atuação nas unidades prisionais da região Sul do Brasil, promovendo uma abordagem mais integrada e eficaz na Segurança Pública.
O secretário de Segurança Pública do Paraná, coronel Saulo Sanson, ressaltou a importância da ampliação do banco de Perfis Genéticos, destacando que isso demonstra um alinhamento entre as forças de segurança e um compromisso do estado em melhorar os processos relacionados à política penal. Ele enfatizou que a iniciativa conta com investimentos em efetivo, estrutura e tecnologia, o que favorecerá a coleta contínua e qualificada de dados, contribuindo para a elucidação de crimes dentro dos parâmetros legais.
A operação é coordenada entre a Polícia Penal do Paraná (PPPR) e a Polícia Científica do Paraná (PCIPR), com o suporte dos Centros de Operações Integradas de Segurança Pública (COISP) e órgãos equivalentes nos demais estados participantes. A participação do Instituto de Identificação da Polícia Civil (PCPR) é fundamental para garantir a precisão na identificação dos indivíduos e a confiabilidade das coletas.
Ananda Chalegre, diretora-geral da PPPR, destacou que a coleta de material genético nas unidades penais, junto à inclusão desses dados no Banco Nacional, fortalece a atuação integrada das forças de segurança. Essa medida não apenas ajuda na resolução de crimes, mas também contribui para a redução da reincidência, aumentando a confiança nas instituições de justiça.
O Codesul implementou um fluxo contínuo que visa melhorar a coleta de material genético de pessoas privadas de liberdade. A iniciativa também incluiu capacitação para servidores, que atuarão como multiplicadores dentro das unidades prisionais, aumentando a capacidade operacional do estado e assegurando maior padronização nos procedimentos de coleta.



