O mercado do feijão carioca experimentou um mês de abril marcado por variações significativas nos preços. Durante a primeira metade do mês, os valores do grão apresentaram recuo, reflexo da dificuldade enfrentada pelos supermercados em transferir os custos ao consumidor e da cautela dos compradores. Contudo, a situação se reverteu na segunda quinzena, quando a combinação de uma oferta limitada no campo e a necessidade de reposição de estoques resultou em uma alta acentuada nos preços, especialmente para aqueles que buscam feijão de melhor qualidade.
Pesquisadores do Cepea observam que a competição por lotes de qualidade tem sustentado essa recente elevação nos preços. No entanto, ao final do mês, a média de preços ainda ficou aquém do que foi registrado em março, evidenciando um cenário misto para os consumidores. Para quem opta pelo feijão preto, a realidade é mais favorável, já que os preços permaneceram em baixa devido à maior disponibilidade do produto e a proximidade da nova colheita, o que proporciona opções mais acessíveis nas prateleiras.
Atualmente, o setor atacadista enfrenta o desafio de garantir o abastecimento, o que mantém o mercado do feijão carioca em movimento. Apesar da alta observada, o consumo final continua a influenciar as dinâmicas no varejo, que busca equilibrar os preços para preservar a clientela. As expectativas para as próximas semanas indicam que as cotações podem permanecer firmes, dependendo da quantidade de feijão novo que será disponibilizada aos distribuidores.



