O MV Hondius, um navio de cruzeiro operado pela Oceanwide Expeditions, está enfrentando um surto de hantavírus desde sua partida de Ushuaia, na Argentina, com destino a Cabo Verde. A embarcação transporta 149 indivíduos de 23 nacionalidades e atualmente navega ao largo da costa de Praia, na capital do arquipélago africano.
Até o momento, a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou um caso laboratorial de hantavírus e identificou cinco casos suspeitos. Entre as seis pessoas afetadas, três já faleceram e uma delas se encontra em tratamento intensivo em um hospital na África do Sul.
A primeira fatalidade ocorreu a bordo do navio em 11 de abril, com o falecimento de um homem cujo corpo foi posteriormente transportado para a ilha de Santa Helena em 24 de abril, junto ao da esposa, que também veio a falecer. Ambos eram cidadãos dos Países Baixos.
Um passageiro britânico de 69 anos adoeceu em 27 de abril e foi transferido para a África do Sul, onde testou positivo para a doença. Em 2 de maio, mais um passageiro, de nacionalidade alemã, faleceu a bordo, mas as causas de sua morte ainda não foram esclarecidas. Além disso, dois tripulantes apresentam sintomas respiratórios agudos e necessitam de atendimento médico urgente.
O hantavírus é um vírus RNA da família Hantaviridae, que é transmitido principalmente por roedores silvestres. Estes animais são portadores do vírus durante toda a vida, sem apresentar sintomas. Em raras circunstâncias, a transmissão pode ocorrer entre humanos, informa a OMS.
As infecções ocorrem principalmente por meio da inalação de partículas microscópicas que ficam suspensas no ar, oriundas de excrementos, saliva e urina de roedores infectados. O risco de contaminação é elevado em ambientes fechados onde a limpeza é feita sem a devida precaução, como ao varrer o chão seco.



