Nos últimos dias, o mercado de carne suína apresentou um aquecimento considerável, impulsionado pela proximidade do Dia das Mães e pela entrada da massa salarial relacionada ao início do mês. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que cortes específicos, como lombo e costela, registraram aumentos nas cotações devido à alta demanda para as celebrações desta data.
Apesar da valorização observada nos cortes nas prateleiras, os preços do animal vivo se mostraram estáveis, interrompendo a tendência de queda que havia sido notada ao longo de abril. Especialistas do setor indicam que, embora a demanda tenha aumentado — com frigoríficos solicitando carregamentos extras —, essa movimentação não foi suficiente para provocar uma alteração imediata nos preços pagos aos produtores.
Para as próximas semanas de maio, as expectativas são positivas. O Cepea prevê que os preços do animal vivo podem permanecer estáveis ou até mesmo registrar altas graduais, refletindo o recente aumento no consumo de carne suína no mercado interno. O equilíbrio entre a oferta controlada e a demanda sazonal deve ser o principal fator que sustentará os preços no curto prazo.
A combinação desses fatores indica que o mercado pode continuar a se aquecer à medida que se aproxima o Dia das Mães, uma das datas comemorativas que mais movimenta o setor de alimentos. O aumento no consumo e a valorização de certos cortes podem ser um reflexo da tradição de celebrações familiares que envolvem refeições especiais, o que é comum durante esta época do ano.
Assim, a movimentação no setor suinícola não apenas reflete as dinâmicas de mercado, mas também as preferências culturais dos consumidores, que tendem a valorizar cortes específicos para as festividades. Com um cenário de demanda crescente, as projeções para o mês de maio se mostram promissoras, evidenciando a resiliência do setor em tempos de oscilações econômicas.



