O senador Ciro Nogueira, do Partido Progressista do Piauí, foi alvo na última quinta-feira, 7, da 5ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes relacionadas ao Banco Master. No entanto, o nome de Nogueira não aparece entre os signatários do requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o caso.
A Jovem Pan teve acesso à lista atualizada do pedido, que conta com o apoio de 239 deputados e 42 senadores. O requerimento, de autoria do deputado Carlos Jordy, do PL do Rio de Janeiro, busca a constituição de uma comissão com 15 senadores e 15 deputados, que terá 180 dias para investigar as fraudes que envolvem o banco de Daniel Vorcaro, estimadas em mais de R$ 12,2 bilhões.
Entre as irregularidades que a CPMI pretende apurar estão a criação de fundos e ativos que não existiam, falsificação de contratos e manipulação contábil. Além disso, há indícios de uma tentativa de transferência de passivos ao Banco de Brasília (BRB), instituição pública do Distrito Federal.
A ausência de Ciro Nogueira na lista de apoiadores da CPMI ocorre em meio a investigações da Polícia Federal (PF), que indicam que o senador teria atuado em benefício do banqueiro Daniel Vorcaro em troca de vantagens financeiras. Em uma entrevista ao programa Direto ao Ponto, da Jovem Pan, Nogueira negou qualquer vínculo com Vorcaro e afirmou que não participou de intermediações relacionadas ao banco.
Durante a mesma entrevista, ele se referiu a uma emenda que apresentou com o objetivo de aumentar o limite do Fundo Garantidor de Crédito de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, classificando as acusações como uma “grande mentira”. Contudo, a investigação da PF revela que a proposta da emenda teria sido redigida pela assessoria do Banco Master e entregue na residência do parlamentar.
Esses desdobramentos ressaltam a complexidade do caso e a necessidade de apuração aprofundada das alegações de fraudes financeiras que envolvem o Banco Master e figuras públicas no cenário político brasileiro.



