O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, lançou neste sábado (9) a pré-candidatura de seu irmão Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina. O evento, realizado em Santa Catarina, também contou com a participação da deputada federal Carol De Toni, que será a outra candidata do PL ao Senado no estado. Carlos, que recentemente transferiu seu domicílio eleitoral para Santa Catarina, se junta a uma chapa que visa conquistar as duas vagas disponíveis na eleição.
A formação da chapa do PL encerra uma disputa que provocou desentendimentos entre membros da direita no estado. Com a entrada de Carlos na corrida senatorial, o cenário político se alterou, afastando o senador Esperidião Amin (PP-SC), que tentará a reeleição, do governador Jorginho Mello (PL) e alinhando-o ao prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), que concorrerá ao governo do estado.
Durante o evento, Carlos e De Toni expressaram apoio mútuo, destacando a importância de trabalharem juntos para garantir a vitória nas eleições de outubro. O ex-vereador do Rio de Janeiro elogiou a deputada, afirmando que sua colaboração é fundamental para o sucesso da candidatura. De Toni, por sua vez, afirmou que, com fé, ambos estarão juntos no Senado, prontos para enfrentar os desafios que surgirem.
As eleições de 2026 prometem ser um momento decisivo para os políticos envolvidos. Flávio Bolsonaro, que vem articulando sua candidatura presidencial, também fez comentários sobre a possibilidade de não buscar reeleição, uma mudança de posição em relação a suas declarações anteriores. Em março, ele protocolou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que visa proibir a reeleição para a Presidência da República, sugerindo que essa regra entraria em vigor a partir da promulgação e se aplicaria ao vencedor das eleições de 2026.
Essa nova abordagem de Flávio reflete uma estratégia para atrair apoio do centro em sua candidatura, semelhante à tática utilizada por seu pai, Jair Bolsonaro, em 2018, quando também defendeu o fim da reeleição. Quatro anos depois, Jair buscou mais um mandato e foi derrotado por Luiz Inácio Lula. A reconfiguração das alianças políticas em Santa Catarina e as movimentações de Flávio para a Presidência indicam um cenário eleitoral dinâmico e competitivo para os próximos anos.



