Nesta sexta-feira (15), a Polícia Federal iniciou uma operação direcionada ao ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, do PL. A investigação investiga um esquema de dissimulação de bens, evasão de recursos financeiros para o exterior e ocultação patrimonial. Além de Castro, a operação também tem foco em Ricardo Magro, proprietário do Grupo Refit, que é considerado um dos maiores devedores de impostos do Brasil.
A ação da PF inclui a execução de 17 mandados de busca e apreensão, além de sete medidas de afastamento de função pública, que estão sendo cumpridos nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal. Os agentes estão realizando buscas na residência de Cláudio Castro, localizada em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
A Polícia Federal informou que foi determinada a inclusão de Ricardo Magro na Difusão Vermelha da INTERPOL, uma vez que o empresário reside atualmente nos Estados Unidos. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além dos mandados, a Justiça também ordenou o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas implicadas na investigação.
De acordo com as informações da PF, a busca na casa de Cláudio Castro faz parte de um inquérito que investiga fraudes fiscais, ocultação de patrimônio e inconsistências ligadas à operação da Refit. Há suspeitas de que o Palácio Guanabara tenha proporcionado proteção a interesses do grupo empresarial de Ricardo Magro. Em 2023, durante a gestão de Cláudio Castro, a antiga Refinaria de Manguinhos recebeu incentivos fiscais para expandir suas operações no mercado de óleo diesel.
A investigação é parte das apurações que a PF realiza no âmbito da ADPF 635/RJ, que examina a atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no estado do Rio de Janeiro. Vale ressaltar que Cláudio Castro já foi condenado por abuso de poder político e econômico nas eleições ao Governo do Rio de Janeiro em 2022, decisão proferida em abril pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em razão dessa condenação, o ex-governador encontra-se inelegível e teve seus direitos políticos cassados até 2030.



