Neste sábado, dia 16, o Datafolha apresentou um novo levantamento sobre o cenário eleitoral para a presidência, em meio a polêmicas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o empresário Daniel Vorcaro, que está preso pela Polícia Federal. A pesquisa ocorre apenas dias após a divulgação de mensagens e áudios que mencionam a relação entre Flávio e o dono do Banco Master.
No levantamento anterior realizado pelo Datafolha, em 11 de abril, Flávio Bolsonaro já havia alcançado 46% das intenções de voto, superando o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que registrou 45%. Essa situação configurava um empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, com seis meses restantes até as eleições.
Na pesquisa de abril, Lula observou uma redução na vantagem que mantinha sobre Flávio, que em março aparecia com 43% em um eventual segundo turno. A nova polêmica envolvendo Flávio Bolsonaro pode impactar negativamente sua imagem e, consequentemente, seus números nas próximas pesquisas.
Flávio justificou sua relação com Daniel Vorcaro como uma parceria para o financiamento do filme "Dark Horse", que retrata a vida de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em áudios obtidos pelo The Intercept Brasil, Flávio solicitou R$ 134 milhões ao empresário. Em entrevista à CNN Brasil, ele defendeu sua posição, afirmando que Vorcaro era um investidor respeitável e que não havia irregularidades em sua atuação.
A pesquisa também testou cenários de segundo turno envolvendo Lula e outros candidatos. Nos embates com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e com Romeu Zema (Novo), Lula se mostrou à frente, embora em empate técnico. No confronto com Caiado, o presidente obteve 45% das intenções de voto, enquanto Caiado registrou 42%.
As intenções de voto para o primeiro turno apontam que Lula (PT) tem 39%, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 35%. Outros candidatos como Caiado e Zema apresentam 5% e 4%, respectivamente. A pesquisa revelou que 10% dos eleitores indicaram que votariam em branco ou nulo, enquanto 4% não souberam opinar.



