Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro, se manifestou nas redes sociais na sexta-feira, dia 15, para rebater as alegações da Polícia Federal, que investiga sua gestão à frente do Estado e as atividades da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. Castro afirmou que não cometeu irregularidades durante seu mandato e defendeu que suas ações foram sempre pautadas pela "lisura".
Em sua declaração, o ex-governador considerou as acusações como irresponsáveis e anunciou que irá protocolar um memorial no Supremo Tribunal Federal (STF) para responder aos questionamentos feitos pelos agentes da PF. Ele enfatizou que o Estado do Rio foi o único que conseguiu recuperar parte da dívida bilionária da Refit, resultando na devolução de mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos.
Castro também contestou a hipótese de favorecimento ao Grupo Refit, ressaltando que a empresa é uma das maiores devedoras do país, com passivos fiscais acumulados em diversos Estados e com a União. "O Estado do Rio de Janeiro foi o único que conseguiu cobrar impostos devidos por essa empresa. Isso só foi possível graças a um grande esforço nosso para cobrar essa dívida", afirmou.
Dentre os pontos levantados pela investigação da Polícia Federal, destaca-se a relação próxima entre Castro e Ricardo Andrade Magro, controlador da Refit, além da presença do ex-governador em um evento em Nova York, que foi patrocinado pela empresa. Castro defendeu sua participação como parte de um fórum organizado por uma instituição de renome, sem qualquer intenção de favorecer a Refit.
A investigação, conhecida como Operação Sem Refino, apura indícios de um esquema bilionário de favorecimento à Refit, envolvendo membros do alto escalão do governo do Rio de Janeiro, além de policiais e servidores públicos. Durante a operação realizada na sexta-feira, a Polícia Federal apreendeu cerca de R$ 1,6 milhão em espécie, além de armas, veículos de luxo e equipamentos eletrônicos associados a Cláudio Castro.
Ainda no contexto da operação, o empresário Ricardo Magro teve seu nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Magro está fora do Brasil desde 2018 e sua situação legal atravessa um momento delicado com as investigações em andamento.



