A polêmica envolvendo postagens nas redes sociais reacendeu o embate judicial entre o ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo-PR) e o Supremo Tribunal Federal (STF). Recentemente, o ministro Gilmar Mendes autorizou a permanência de publicações do deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), que trazem críticas e acusações em relação ao ex-deputado.
Em resposta a essa decisão, Dallagnol divulgou uma nota onde expressa sua preocupação com a propagação de "fake news" a seu respeito. Ele afirmou: "O ministro Gilmar Mendes, que vive me atacando e xingando, liberou que façam fake news contra mim, permitindo que meus opositores mintam, quando o TSE não me declarou inelegível nem cassou meus direitos políticos".
A controvérsia teve início após Zeca Dirceu afirmar que Dallagnol estaria inelegível. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) chegou a determinar a remoção das postagens, considerando-as desinformativas. Dallagnol argumentou que, apesar de ter seu mandato cassado em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não havia decidido pela perda de seus direitos políticos.
Gilmar Mendes, por sua vez, refutou essa alegação, explicando que a inelegibilidade por oito anos foi a razão para o indeferimento do registro de candidatura de Dallagnol em 2022. Para o ministro, a afirmação de que o ex-procurador "segue inelegível" é baseada em fatos e, portanto, não configura desinformação. Dallagnol, em sua argumentação, acusou Mendes de ignorar pedidos de afastamento e de antecipar julgamentos que deveriam ser da competência da Justiça Eleitoral.
Dallagnol também ressaltou que Gilmar Mendes é um crítico notório da operação Lava Jato, que teve grande destaque durante sua atuação como procurador, ao lado do ex-juiz Sergio Moro (PL-PR). Durante a discussão, o ex-deputado negou acusações de desvio de dinheiro, afirmando que nunca foi acusado ou condenado criminalmente.
Em um episódio relacionado, no último dia 11, o ministro Flávio Dino revogou uma decisão do TRE-PR que determinava a remoção de uma reportagem sobre a situação eleitoral de Dallagnol. A matéria, veiculada por um portal do interior do Paraná, afirmava: "TSE mantém inelegibilidade de Deltan Dallagnol (Novo) depois de análise do caso". O partido de Dallagnol havia solicitado a retirada do conteúdo, considerando-o uma propaganda negativa antecipada.



