Uma nova pesquisa realizada pela Vox Brasil, divulgada nesta quarta-feira (20), mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto para um possível 2º turno, alcançando 46,8%. Em contrapartida, o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 38,1% das preferências. Este levantamento representa uma mudança significativa em relação à pesquisa anterior, na qual Flávio liderava com 43,8%, enquanto Lula tinha 40,2%.
O estudo foi realizado entre os dias 17 e 19 de maio, período marcado pela repercussão de mensagens e áudios que revelam Flávio pedindo dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Durante esse intervalo, Flávio Bolsonaro viu sua popularidade cair 5,7 pontos percentuais, enquanto Lula cresceu 6,6% nas intenções de voto.
Além da disputa entre Lula e Flávio, a Pesquisa Vox também analisou outros cenários para o 2º turno. Em uma disputa contra o pré-candidato Romeu Zema (Novo), Lula venceria com 48,5% contra 36,3%. No embate contra Ronaldo Caiado (PSD), o presidente também sairia vitorioso, com 47,8% frente aos 34,1% do ex-governador de Goiás.
No 1º turno, as intenções de voto mostram Lula com 41,5%, enquanto Flávio aparece com 32,1%. A Pesquisa Vox entrevistou 2.100 pessoas em todo o país, com uma margem de erro de 2,15 pontos percentuais e um grau de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02416/2026.
A queda de Flávio Bolsonaro é evidenciada pelo fato de que, em um levantamento anterior realizado pela AtlasIntel, 64,1% dos entrevistados afirmaram que o vazamento das mensagens prejudicou sua imagem. Dentre esses, 45,1% acreditam que a divulgação dos áudios “enfraqueceu muito” sua pré-candidatura, enquanto 19% consideram que o impacto foi menor.
Os áudios, que vieram à tona na semana passada, foram divulgados pelo site The Intercept Brasil. Flávio confirmou que pediu recursos a Vorcaro, mas negou irregularidades ou recebimento de vantagens indevidas. O senador admitiu ter visitado o ex-banqueiro em 2025, após a primeira prisão de Vorcaro, que está envolvido na operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master.



