Aliados de Flávio Bolsonaro, do PL, estão depositando esperanças na Copa do Mundo como uma forma de amenizar a crise enfrentada por sua campanha. Essa expectativa se baseia na crença de que o torneio esportivo vai desviar a atenção do público dos debates políticos nos próximos meses, o que seria favorável ao pré-candidato.
A análise dos apoiadores é de que, durante o evento, o noticiário político terá menos destaque e a presença de parlamentares no Congresso será reduzida, o que diminuiria as oportunidades de críticas e ataques por parte dos adversários do PL.
Recentemente, Flávio Bolsonaro se viu envolvido em uma controvérsia após a divulgação de conversas em que solicitava um financiamento de R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Essa relação foi confirmada pelo próprio senador, que mencionou ter visitado Vorcaro, que atualmente está sob monitoramento eletrônico. A polêmica resultou em uma queda nas intenções de voto para Flávio nas pesquisas.
Entretanto, pessoas próximas à campanha acreditam que lidar com esse desgaste agora, a três meses das eleições, é preferível a enfrentá-lo nas vésperas do pleito. Por isso, os aliados do pré-candidato tentam explorar uma memória curta do eleitorado.
No Entorno de Flávio, a mensagem é clara: não há outra opção viável. Os apoiadores do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro reforçam que ele será o candidato do PL à presidência, desmentindo rumores sobre outros nomes, como Michelle Bolsonaro, que surgiu como possível alternativa e gerou tensões internas na família e entre os partidários.
Para corrigir a trajetória da campanha, Flávio anunciou a contratação de Eduardo Fischer como novo marqueteiro, substituindo Marcello Lopes. No PL, a percepção é de que a gestão da crise não estava sendo realizada de maneira adequada nos últimos dias.



