De acordo com as diretrizes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as campanhas governamentais relacionadas a programas, obras e serviços podem ser veiculadas até 4 de julho. Após essa data, a publicidade deve se restringir a bens e serviços que envolvam concorrência privada, exceto em casos de urgência reconhecida pela Justiça Eleitoral.
Até 19 de maio, cerca de 20% dos recursos utilizados nas redes sociais foram direcionados à divulgação de ações do governo em Estados com grande população de eleitores, como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. O governo Lula tem buscado enfatizar uma abordagem regional, além de ações emergenciais em locais afetados por desastres naturais.
Os anúncios também foram utilizados para destacar medidas emergenciais no Rio Grande do Sul, que enfrentou severas enchentes, além de focar em ações no Ceará, Pernambuco e em cidades de Minas Gerais que sofreram com tragédias. Outro ponto importante das campanhas digitais foi o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que recebeu R$ 3,3 milhões para divulgação de obras em Estados como Santa Catarina, Maranhão, Pará, São Paulo, Amazonas, Acre e Alagoas.
Além disso, R$ 2,85 milhões foram destinados à promoção da isenção do Imposto de Renda para pessoas que recebem até R$ 5 mil mensais, uma medida que já está em vigor. Essa estratégia visa atrair eleitores dessa faixa de renda, embora uma pesquisa indique que mais da metade dos eleitores com rendimentos entre R$ 2 mil e R$ 10 mil desaprovam o governo atual.
Outro destaque nos gastos é a campanha que promete o fim da escala 6×1, uma das promessas de Lula durante sua campanha. Para essa iniciativa, aproximadamente R$ 2,1 milhões foram investidos, o que representa cerca de 10% do total aplicado nas campanhas digitais.



