O Ministério Público de São Paulo (MPSP) moveu uma ação civil pública contra uma empresa de nutrição animal e seu proprietário, em razão da produção de rações contaminadas que resultaram na morte de dezenas de cavalos e no adoecimento de centenas de outros animais em diversas localidades do Brasil.
A ação, promovida pela Promotoria de Justiça do Consumidor, requer a adoção de medidas imediatas, incluindo o bloqueio dos bens dos réus e a realização de recall de todos os produtos ainda disponíveis no mercado.
As investigações revelaram que a fabricante utilizou resíduos de soja contaminados por alcaloides pirrolizidínicos na formulação das rações, que eram destinadas a diferentes espécies, incluindo equinos, bovinos, suínos e aves. Exames laboratoriais e necropsias mostraram que a concentração dessas substâncias nos produtos chegou a níveis até 2.600 vezes superiores ao limite considerado seguro para o consumo de equinos.
Os efeitos da contaminação foram amplos, afetando propriedades rurais em vários Estados. Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) indicam a confirmação de 238 mortes de equídeos devido ao consumo das rações contaminadas.
Entre os casos mais graves, destaca-se um haras em Indaiatuba, onde 29 cavalos morreram e 120 ficaram doentes. O município de Atalaia, em Alagoas, também registrou 79 mortes. Outros episódios semelhantes foram relatados em propriedades localizadas em Campinas, Itu, Porto Feliz, Volta Redonda e Jaboticatubas.



