A vitória do Palmeiras por 3 a 0 sobre o Flamengo, realizada no Maracanã, continua a gerar desdobramentos significativos. Recentemente, Paulinho, autor do terceiro gol da partida, foi denunciado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) devido a sua comemoração, que foi considerada provocativa por parte da torcida rubro-negra.
Na ocasião, após marcar o gol, Paulinho fez um gesto pedindo silêncio ao público presente e, em seguida, cruzou os braços com os dedos do meio levantados, o que se tornou o foco da denúncia. O jogador foi inicialmente enquadrado no artigo 258-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de ações que provocam o público durante as partidas, com a possibilidade de punição que varia de dois a seis jogos.
O STJD, ao analisar o caso, poderá decidir se Paulinho realmente provocou a torcida ou se suas ações foram mal interpretadas. Caso o tribunal considere que não houve provocação, ele poderá ser julgado com base no artigo 258, que abrange atos contrários à ética desportiva, com pena de um a seis jogos.
O procurador Eduardo Ximenes, em trecho da denúncia, descreveu o gesto de Paulinho como um “gesto obsceno de cunho nitidamente ofensivo e provocativo”, afirmando que foi direcionado especificamente aos torcedores do Flamengo, que eram os anfitriões na partida.
Além da denúncia contra Paulinho, o técnico do Flamengo, Leonardo Jardim, também foi alvo de acusações. Durante a coletiva pós-jogo, ele questionou decisões da arbitragem, afirmando que o juiz sempre apitava em favor de um dos lados e criticou a facilidade com que cartões vermelhos eram aplicados ao seu time.
Jardim ainda mencionou a falta de consistência nas decisões para lances semelhantes ao da expulsão de Carrascal, outro jogador que também foi denunciado pelo STJD após receber um cartão vermelho direto na partida. O treinador apresentou dados sobre vitórias do Palmeiras e do Flamengo sob a arbitragem do juiz responsável pelo jogo, ressaltando sua insatisfação com as decisões tomadas durante a partida.



