Os hospitais de Foz do Iguaçu e Cascavel estão enfrentando um aumento significativo no número de pacientes encaminhados por meio de vaga zero e determinações regulatórias, o que intensifica a pressão sobre a rede de saúde da região. Em 2026, o crescimento deste tipo de atendimento está trazendo desafios para as unidades de urgência, emergência e alta complexidade no Oeste do Paraná.
O procedimento de vaga zero é utilizado para encaminhar pacientes em situações emergenciais que necessitam de atendimento imediato, mesmo na ausência de leitos disponíveis. Por outro lado, as determinações regulatórias referem-se aos encaminhamentos realizados conforme a gravidade do quadro clínico, a especialidade requerida e a capacidade da rede pública e conveniada.
No Hospital Municipal Padre Germano Lauck, Em Foz do Iguaçu, os atendimentos por vaga zero saltaram de 487 no primeiro trimestre de 2025 para 1.199 no mesmo período de 2026, representando um aumento de 146%. Além disso, a unidade registrou 188 pacientes encaminhados por determinação regulatória entre janeiro e março deste ano.
De maneira semelhante, o Hospital Itamed, também localizado Em Foz do Iguaçu, observou um crescimento nos registros de vaga zero e determinações regulatórias, que passaram de 78 no primeiro trimestre de 2025 para 300 em 2026, o que equivale a um aumento de 284%. Somente em março deste ano, foram contabilizados 175 casos, comparados a 30 no mesmo mês do ano anterior.
A situação Em Cascavel não é diferente. O Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP) recebeu 4.870 registros de determinações regulatórias em 2025, com uma média de 406 por mês. Em 2026, no primeiro trimestre, foram 1.245 casos, resultando em uma média de 415 por mês. O aumento contínuo desses encaminhamentos indica que os hospitais de referência estão lidando com um volume crescente de pacientes que necessitam de respostas rápidas ou de atendimento especializado.
Gestores da saúde alertam que parte das demandas pode estar sendo direcionada a hospitais de maior complexidade que não são adequados para determinados casos. Especialistas sugerem que fortalecer a capacidade dos hospitais secundários e otimizar os fluxos de regulação pode ser uma solução viável para aliviar a pressão sobre as unidades de referência. Essa abordagem permitiria que hospitais como o HUOP, o Itamed e o Hospital Municipal se concentrem em atendimentos que estão dentro de suas capacidades e especialidades.



