Na quinta-feira, 28, a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo iniciaram a Operação Falsa Las Vegas, que tem como alvo uma organização criminosa suspeita de operar plataformas de apostas ilegais e de realizar atividades de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 5,2 bilhões em bens e ativos financeiros pertencentes aos investigados. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) também autorizou o sequestro de 76 imóveis relacionados ao grupo criminoso.
Durante a operação, as autoridades apreenderam um helicóptero avaliado em R$ 15 milhões e cinco veículos de luxo. Em uma das residências investigadas, policiais encontraram R$ 600 mil em espécie dentro de uma Volkswagen Amarok.
As equipes da operação cumprem 22 mandados de busca e apreensão, além de cinco mandados de prisão preventiva, na capital paulista e na região metropolitana. Até o momento, duas pessoas foram detidas, mas suas identidades não foram divulgadas, o que impossibilitou a localização de suas defesas.
A ação é coordenada pela 3ª Delegacia de Fraudes Financeiras e Econômicas do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) em parceria com promotores do Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (Gaepp), do Ministério Público de São Paulo. As investigações tiveram início a partir de informações coletadas durante a Operação Falso Mercúrio, realizada em dezembro do ano passado.
De acordo com o Deic, a organização operava plataformas que ofereciam jogos proibidos no Brasil, incluindo modalidades virtuais que se tornaram populares nas redes sociais. Para disfarçar suas atividades ilegais, os integrantes do grupo utilizavam empresas registradas formalmente, mas que não eram controladas de fato por seus proprietários.



