Na manhã de 29 de maio de 2026, a China expressou sua posição em relação à recente decisão do governo dos EUA, que classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como "organizações terroristas globais". O anúncio foi publicado na noite anterior, em 28 de maio, após solicitação do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, declarou que o país mantém sua política de não interferência nos assuntos internos de outras nações. Durante uma coletiva de imprensa, afirmou: "Tomamos conhecimento dos relatórios pertinentes. A China sempre defende a não interferência nos assuntos internos de outros países".
A inclusão do PCC e do CV na lista de organizações terroristas dos EUA entrará em vigor no dia 5 de junho. O Departamento de Estado dos EUA, em comunicado divulgado anteriormente, destacou que a medida reflete o compromisso do governo Trump em desmantelar cartéis e organizações criminosas na América Latina, assegurando a segurança dos cidadãos americanos.
No comunicado, o Departamento de Estado descreve o CV e o PCC como duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil, ressaltando que juntas controlam milhares de membros e têm realizado ataques brutais contra policiais, funcionários públicos e civis. A influência e as operações dessas organizações se estendem além das fronteiras brasileiras, afetando toda a região.
A resposta da China se insere em um contexto de crescente tensão entre Pequim e Washington, especialmente em questões relacionadas à política externa e segurança. A classificação das organizações brasileiras como terroristas traz à tona a complexidade das relações internacionais e a percepção de ameaças à segurança em um cenário global cada vez mais interconectado.



