Com a chegada das temperaturas mais frias, cresce a preocupação com o aumento de doenças respiratórias Em Cascavel e na região Oeste do Paraná. Além de gripes e resfriados, as autoridades de saúde estão atentas às Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs), que podem levar a complicações sérias, como insuficiência respiratória, exigindo internação em unidades hospitalares, inclusive em UTI.
Embora o cenário atual não apresente o mesmo nível de pressão sobre os hospitais que foi observado em anos anteriores, as autoridades enfatizam a importância da prevenção, principalmente em razão dos baixos índices de vacinação na cidade. Dados da Secretaria de Estado da Saúde revelam que, na área da 10ª Regional de Saúde, foram confirmados 49 casos de Influenza A e quatro de Influenza B até o momento. Além disso, 21 casos de Covid-19 foram registrados, resultando em três mortes, e 116 casos de SRAG atribuídos a outros vírus respiratórios, que também resultaram em mais três óbitos.
A situação da vacinação é alarmante, com apenas cerca de 40% do público-alvo Em Cascavel tendo recebido a vacina contra a gripe, um índice considerado inaceitável pelas autoridades sanitárias. O cenário é ainda mais preocupante entre as crianças de seis meses a cinco anos, que estão entre os grupos prioritários para a imunização e apresentam as menores taxas de cobertura vacinal da região.
Os profissionais de saúde reiteram que a vacinação é fundamental para prevenir complicações associadas aos vírus respiratórios, o que ajuda a diminuir os riscos de internações e óbitos. A recomendação é que indivíduos com sintomas leves, como coriza, tosse e febre, procurem a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para avaliação. Em casos de agravamento, como dificuldade para respirar ou falta de ar, é essencial buscar atendimento imediato em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou hospital.
Com a aproximação do inverno, a expectativa é de um aumento na circulação de vírus respiratórios. Portanto, além da vacinação, medidas simples como a higienização frequente das mãos, a etiqueta respiratória e a evitação de ambientes fechados e aglomerações quando doente são fundamentais para conter a propagação dessas doenças.



