Durante um evento em Sergipe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que irá indicar novamente o advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Essa afirmação surge após a histórica rejeição do nome de Messias pelo Senado Federal, ocorrida em 30 de abril, que representou um dos maiores revés políticos do governo Lula em seu terceiro mandato.
Lula destacou que a derrota de Messias não se deu por falta de competência ou integridade, afirmando que ele é um dos melhores advogados do país e possui uma trajetória limpa. “Ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque é um dos melhores advogados desse país, ele não foi derrotado porque ele tem alguma ficha suja na vida dele, é um dos homens mais íntegros desse país. Ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer, senadores? Eu vou mandar o Messias outra vez”, afirmou o presidente.
A rejeição do nome de Messias pelo Senado ocorreu com 42 votos contrários e 34 favoráveis, após ter sido inicialmente aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Nos bastidores, a articulação contra o advogado foi liderada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco para a vaga na Suprema Corte.
O episódio expôs as dificuldades do governo Lula em manter uma articulação política eficaz com o Congresso Nacional, o que é visto como um desafio para os seus aliados no Planalto. Apesar da derrota, Lula continua a considerar Messias como o nome mais apropriado para a posição no STF e já teria reafirmado essa posição a interlocutores próximos.
Além disso, durante o evento, Lula também abordou a importância do diálogo com diferentes partidos políticos, enfatizando que a governança requer aproximação com aliados e adversários. Ele ressaltou a necessidade de não confundir a disputa eleitoral com a governança, afirmando que, em projetos de interesse nacional, não hesitará em conversar com qualquer político.



