A turista uruguaia Abril Melina Marino Pereira e o guia de montanha Emiliano Feida morreram durante excursão na geleira Vinciguerra, na Patagônia –
Uma turista uruguaia de 25 anos e um guia de montanha de 40 morreram durante uma trilha na geleira Vinciguerra, na província da Terra do Fogo, região de Ushuaia, na Patagônia argentina. O acidente ocorreu na segunda-feira (1º).
Segundo autoridades locais, as buscas começaram ainda durante a noite, após o alerta de que duas pessoas que participavam de uma excursão não haviam retornado do passeio. A geleira Vinciguerra fica ao norte de Ushuaia e é um dos destinos procurados por visitantes que buscam atividades de montanhismo e trekking. As informações foram divulgadas pelo jornal El País.
Conforme o Metrópoles, após horas de procura, equipes da Comissão de Resgate da Terra do Fogo localizaram os corpos das vítimas em uma área de difícil acesso. As investigações iniciais apontam que os dois podem ter sofrido uma queda durante o percurso, embora as circunstâncias do acidente ainda não tenham sido oficialmente esclarecidas.
As vítimas foram identificadas como Abril Melina Marino Pereira, turista uruguaia de 25 anos, e Emiliano Feidas, guia de montanha de Ushuaia, de 40 anos. De acordo com a polícia, os corpos foram encontrados por volta de 1h15 desta terça-feira (2).
Resgate na geleira é considerado complicado
Informações dos serviços de emergência indicam que os corpos haviam sido avistados anteriormente por um grupo de montanhistas que conhecia o guia e percorreu a mesma região.
Integrantes da equipe de resgate relataram que a área é frequentemente visitada por praticantes de montanhismo, o que levou outros grupos a estranharem a demora no retorno das vítimas e a acionarem as autoridades.
A operação para retirada dos corpos foi iniciada na manhã desta terça-feira (2/6) com a participação de 25 socorristas. Segundo a Comissão de Resgate, o local apresenta terreno rochoso e exige equipamentos técnicos, como cordas, arneses e grampos de escalada, para o acesso seguro.
As condições climáticas também dificultaram o trabalho das equipes. O mau tempo impediu que o helicóptero de resgate chegasse ao ponto exato onde os corpos estavam.
Por isso, os socorristas precisaram realizar o transporte por terra até uma área adequada para apoio aéreo, em uma operação que pode durar cerca de 12 horas.
O caso também está sendo acompanhado pelo Consulado do Uruguai na Argentina, que presta assistência e acompanha os desdobramentos da investigação.
Fonte:A Rede PG



