O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afastou a possibilidade de um encontro entre Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irã. A declaração foi feita durante uma entrevista ao canal libanês Al-Mayadeen, após Trump manifestar, em conversa com o New York Post, o desejo de se reunir com Khamenei. Nesse contexto, as negociações entre Teerã e Washington para encerrar a guerra no Oriente Médio seguem sem avanços.
Araghchi mencionou que viu uma reportagem que insinuava que Trump estava disposto a organizar um encontro, mas enfatizou a necessidade de ser realista em relação a tal possibilidade. "Acho que precisamos ser realistas", declarou, descartando a viabilidade do encontro.
Mojtaba Khamenei assumiu o cargo após a morte de seu pai, Ali Khamenei, que foi assassinado no dia 28 de fevereiro, data que também marca o início da guerra provocada por ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã. Desde que foi nomeado em março, Khamenei não fez aparições públicas, e Araghchi esclareceu que os serviços de segurança aconselharam o novo líder a limitar sua presença pública.
Após 40 dias de intensos bombardeios, um frágil cessar-fogo foi estabelecido entre o Irã e os Estados Unidos em 8 de abril. Entretanto, as partes envolvidas têm se acusado mutuamente de violar a trégua, e novos ataques foram registrados recentemente no Estreito de Ormuz, uma região estratégica para o comércio global.
A situação tensa entre as duas nações continua a ser um ponto de preocupação para a comunidade internacional, especialmente em um momento em que as esperanças de diálogo e resolução pacífica parecem distantes.



