O árbitro Omar Artan, natural da Somália, está fora da Copa do Mundo de 2026 após ser deportado dos Estados Unidos, onde tentava ingressar para compor o quadro de arbitragem da competição. A informação foi revelada pelo jornalista Romain Molina. Apesar de ter obtido um passaporte diplomático com o auxílio da embaixada da Somália, o árbitro, de 32 anos, teve seu visto negado, o que impossibilitou sua participação no torneio.
Artan é considerado uma figura respeitada no cenário esportivo africano, tendo apitado a final da Liga dos Campeões da África em 2025, entre Pyramids FC e Mamelodi Sundowns. Seu estilo de arbitragem, que permite que o jogo flua, aliado à sua postura firme, lhe rendeu o título de melhor árbitro do continente africano em 2022, concedido pela Confederação Africana de Futebol (CAF).
A deportação de Artan ocorre em um contexto de dificuldades para várias seleções que buscam entrar nos Estados Unidos para o torneio. A seleção do Iraque, por exemplo, enfrentou problemas semelhantes. O fotógrafo da equipe, Talal Salah, foi detido por 13 horas e, ao final, teve a entrada no país negada. Além disso, o artilheiro da seleção, Aymen Hussein, passou por um interrogatório de 7 horas ao chegar ao território americano, sendo descrito como tratado como



