Nesta segunda-feira (8), o Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária do uso e distribuição da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Butantan. A decisão foi motivada pelo registro de reações adversas em 42 pessoas, das quais duas resultaram em morte.
A pasta informou que, até o momento, não é possível estabelecer uma relação direta entre os casos graves e a vacinação, que já atingiu cerca de 500 mil indivíduos. Contudo, recomenda que as unidades de saúde que aplicaram a vacina nas últimas três semanas realizem um acompanhamento dos pacientes imunizados.
Entre os casos reportados, três vacinados apresentaram sintomas graves de dengue, levando a duas fatalidades. Uma das vítimas, uma mulher de 48 anos, desenvolveu comprometimento neurológico após apresentar sintomas duas semanas após a vacinação. Outro caso envolveu um homem de 58 anos que teve febre cinco dias após a imunização e evoluiu rapidamente para um choque refratário.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que os 42 casos representam oito ocorrências a cada 100 mil doses aplicadas, o que acende um sinal de alerta e justifica a interrupção da vacina até que todas as investigações necessárias sejam realizadas. Ele enfatizou a importância de verificar a causalidade e os fatores relacionados aos eventos adversos nas 500 mil doses já aplicadas.
Padilha ainda mencionou que nenhum dos casos graves observados foi identificado durante os testes clínicos da vacina, que envolveram 11 mil participantes. Ele classificou os eventos adversos como inesperados e não registrados nas fases de estudo clínico realizadas anteriormente.



