O ex-deputado Eduardo Bolsonaro divulgou um vídeo em suas redes sociais no dia 17 de junho, no qual solicita ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que imponha sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Em sua declaração, Eduardo descreve Moraes como uma "figura autoritária" e pede a Trump que reimponha sanções contra ele.
No dia anterior, 16 de junho, a Primeira Turma do STF decidiu, por unanimidade, condenar Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão. O relator do caso foi Alexandre de Moraes, que votou ao lado dos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.
Durante uma entrevista à Jovem Pan na noite de terça-feira, Eduardo Bolsonaro declarou que não recebeu notificação para se defender das acusações relacionadas à interferência na tramitação da ação sobre a tentativa de golpe de Estado que seu pai, Jair Bolsonaro, enfrentou, sendo sentenciado no final de 2025. Ele afirmou que tomou conhecimento dos fatos apenas pela mídia.
No vídeo, Eduardo critica a atuação de Moraes e destaca que não teme consequências, uma vez que, segundo ele, a Justiça dos EUA não recebeu nenhuma ação contra ele, não havendo indagações a serem feitas.
Além disso, Eduardo fez um apelo a Trump para que o "Global Magnitsky Act" seja reinstaurado. Essa legislação permite ao governo dos EUA impor sanções a indivíduos e entidades estrangeiras que cometem graves violações de direitos humanos ou atos de corrupção. Ele afirmou: "Presidente Trump, por favor, volte com o Global Magnitsky Act. Essas pessoas são violadoras dos direitos humanos".
Na mesma terça-feira, durante o G7 na França, o Presidente Donald Trump confundiu Eduardo com seu irmão, Flávio Bolsonaro, ao comentar sobre a decisão do STF. Trump demonstrou estar ciente da condenação de um dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, mencionando: "Ouvi dizer que prenderam alguém que está concorrendo a um cargo hoje".



