O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira (18) que o ex-governador Romeu Zema (Novo) é um aliado nas eleições de 2026. A declaração foi feita em uma entrevista ao programa 3 em 1, da Jovem Pan. Flávio destacou que todos os pré-candidatos que não estão alinhados com o Partido dos Trabalhadores (PT) reconhecem que o Brasil não pode suportar mais quatro anos sob a gestão do partido.
Durante a entrevista, Flávio mencionou que mantém conversas respeitosas não apenas com Zema, mas também com Ronaldo Caiado (PSD) e Ratinho Jr. (PSD), ambos ex-governadores e pré-candidatos à Presidência da República. O senador expressou que há um entendimento entre eles sobre o uso ilegal da máquina pública pelo PT.
Flávio Bolsonaro enfatizou a necessidade de uma unidade na direita para se livrar do PT, afirmando que, apesar de desavenças, todos estarão juntos no momento certo. Ele destacou que o eleitor está ciente das intenções dos pré-candidatos e que a união contra o PT é fundamental para o futuro do país.
Recentemente, o relacionamento entre Flávio e Zema enfrentou tensão após a revelação de uma negociação entre o senador e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Zema criticou a atitude de Flávio, considerando-a imperdoável e uma falta de respeito com a população. Em resposta, Flávio classificou as críticas como precipitadas, mas a tensão entre eles persistiu.
Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Carlos Bolsonaro (PL-SC), irmãos de Flávio, também se manifestaram em defesa do senador, chamando a atitude de Zema de traição. Em um post no X, Eduardo afirmou que Zema queria ocupar o lugar de Flávio, enquanto Carlos o acusou de agir de forma vil.
Apesar de tentar minimizar a situação, Zema não hesitou em reiterar sua desaprovação em uma entrevista ao SBT News, afirmando estar decepcionado com as conversas de Flávio com Vorcaro. Ele declarou que não apoia aqueles que se associam à corrupção e que não contará com quem estiver ao lado de corruptos.



