Na madrugada de sábado (20), moradores de várias partes do Brasil, incluindo estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Bahia e o Distrito Federal, foram surpreendidos por uma mensagem alarmante de "alerta extremo: misantropia". A notificação, que chegou aos celulares de forma inesperada, gerou preocupação entre os cidadãos e movimentou as redes sociais.
A Defesa Civil Nacional divulgou uma nota confirmando que o sistema oficial de alertas foi invadido. O órgão informou que a plataforma Defesa Civil Alerta foi retirada do ar por volta da 1h30, após a detecção de um acesso não autorizado ao sistema. A mensagem foi enviada remotamente por um indivíduo sem permissão, caracterizando um possível ataque hacker.
Como medida de segurança, o sistema foi desativado e permanecerá fora do ar até que todas as condições seguras sejam restabelecidas. O caso será encaminhado para investigação da Polícia Federal, que ficará responsável por apurar a origem da invasão e identificar os responsáveis.
O primeiro registro do alerta ocorreu na noite de sexta-feira, quando moradores de Curitiba e de outras cidades do Paraná receberam a mensagem em seus dispositivos. Além da notificação escrita, os aparelhos emitiram o tradicional som utilizado em alertas oficiais de emergência da Defesa Civil, aumentando a sensação de urgência entre os cidadãos.
Cerca de 30 minutos após o primeiro disparo da notificação, o Governo do Paraná se manifestou, esclarecendo que o comunicado não foi emitido pela Defesa Civil estadual. O governo assegurou que não havia risco iminente ou previsão de eventos climáticos severos na região. "O alerta disparado há poucos minutos não saiu da Defesa Civil do Paraná. O órgão já acionou a Defesa Civil Nacional e a Anatel", informou o governo em nota oficial.
O termo "misantropia" gera estranhamento, já que é utilizado para descrever uma aversão ou desconfiança em relação às pessoas e à sociedade, o que não está relacionado aos alertas normalmente enviados pela Defesa Civil em situações de emergência. As autoridades agora trabalham para entender como a mensagem foi enviada simultaneamente para celulares em diferentes regiões do país e quais medidas podem ser tomadas para evitar futuras invasões.



