As negociações entre as delegações dos Estados Unidos e do Irã ocorrem neste domingo (21) na Suíça, em um cenário marcado por intensas ameaças do presidente americano, Donald Trump. Durante uma entrevista à Fox News, Trump afirmou que, caso o Irã não chegue a um acordo, os EUA podem cobrar pedágio no Estreito de Ormuz e não descartou a possibilidade de controlar a região.
Trump revelou ter mantido conversas com representantes iranianos na madrugada de domingo, alertando-os sobre as consequências de um possível fechamento do Estreito de Ormuz. "Se vocês fecharem, não terão mais um país. Vocês nem sequer poderão voltar para o seu próprio país", enfatizou o presidente. Essa declaração surge após o Irã anunciar o fechamento do Estreito ao tráfego naval, em resposta a supostas violações de um acordo pelos EUA, que envolveriam ações de Israel contra o Líbano.
O Comando Central de Teerã justificou a decisão, citando o descumprimento dos compromissos firmados pelos Estados Unidos em um memorando de entendimento e as contínuas violações do cessar-fogo por parte de Israel. Trump também usou suas redes sociais para reiterar suas ameaças, afirmando que o Irã deve impedir que seus aliados, como o Hezbollah, causem problemas no Líbano, sob pena de sofrer novos ataques, mais intensos do que os realizados na semana anterior.
O encontro na Suíça, mediado pelo Paquistão e pelo Catar, tem como foco discutir as tensões existentes entre Washington e Teerã. Fontes próximas à delegação iraniana informaram que os representantes do Irã se recusaram a apertar as mãos dos americanos e a tirar uma foto oficial juntos.
JD Vance, vice-presidente dos EUA e líder da delegação americana, declarou que houve "progressos nas últimas horas" nas negociações, embora não tenha revelado detalhes específicos. A imprensa iraniana relatou que, na primeira rodada de discussões, que durou 80 minutos, o tema do programa nuclear de Teerã não foi abordado; as partes focaram no memorando de entendimento e na situação no Líbano.



