Na última segunda-feira (22), o Conselho de Ética da Câmara Municipal de Curitiba deliberou sobre a admissibilidade de duas representações contra o vereador Eder Borges, do partido Novo. A decisão foi tomada após duas tentativas anteriores que não conseguiram alcançar quórum suficiente para votação. Com a aprovação, os casos seguem para a fase de instrução e apuração.
As representações que agora serão investigadas estão vinculadas ao comportamento do vereador durante uma sessão plenária ocorrida em 1º de abril. Na ocasião, Eder Borges fez um gesto de "arminha" com as mãos ao posar para uma foto com colegas, o que gerou contestações acerca de sua conduta e motivou a abertura dos processos por possível infração ético-disciplinar.
A primeira votação focou na representação proposta pela Corregedoria da Câmara, que obteve aprovação pela maioria dos votos dos membros do colegiado. Em seguida, o Conselho TAMBÉM aceitou, por votação majoritária, uma segunda representação, que foi protocolada por um grupo de vereadoras e um vereador, incluindo Camilla Gonda (PSB), Professora Angela (PSOL), Vanda de Assis (PT), Giorgia Prates (PT) e Angelo Vanhoni (PT). Este grupo alega que houve quebra de decoro no mesmo episódio.
Adicionalmente, a representação que Eder Borges fez contra Camilla Gonda, Professora Angela e Vanda de Assis foi rejeitada e arquivada, uma vez que o vereador alegou ter sido hostilizado ao tentar entrar na foto junto com as colegas. A análise inicial indicava que poderia haver tramitação conjunta dos três processos, mas prevaleceu a decisão de que cada representação deveria ser avaliada separadamente na fase de admissibilidade.
Com os processos avançando, a Vereadora Laís Leão (PDT) foi designada como relatora da investigação, enquanto o vereador Jasson Goulart (Republicanos) atuará como vice-relator. A relatora agora tem um prazo de cinco dias para apresentar um relatório preliminar sobre a defesa prévia de Eder Borges, além de sugerir um cronograma para a continuidade do processo.



