A Justiça do Maranhão condenou Jordélia Pereira Barbosa a 66 anos, 8 meses e 7 dias de prisão pela morte de dois irmãos, Luiz Fernando Rocha Silva, de 7 anos, e Evillyn Fernanda Rocha Silva, de 13 anos, além de tentar matar a mãe das vítimas, Mirian Lira Rocha. O caso ganhou notoriedade nacional após um ovo de Páscoa envenenado ser enviado à família em abril de 2025.
O ovo de Páscoa foi entregue por um mototaxista na residência da família, acompanhado de um bilhete que dizia: "Com amor para Miriam Lira. Feliz Páscoa!!!". As investigações indicaram que o crime foi motivado por ciúmes, uma vez que Mirian mantinha um relacionamento com o ex-companheiro de Jordélia.
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu a intenção de Jordélia de matar Mirian, configurando a tentativa de homicídio triplamente qualificado, em virtude do motivo torpe, do uso de veneno e da dissimulação. A sobrevivência de Mirian foi atribuída ao pronto atendimento médico que recebeu.
Os jurados também reconheceram a prática de duplo homicídio quadruplamente qualificado em relação às crianças. Eles concluíram que Jordélia tinha plena consciência de que os menores moravam com a mãe e assumiu o risco de que também consumissem o chocolate contaminado.
Na sentença, o juiz ressaltou o planejamento meticuloso da ação criminosa. Jordélia havia saído de Santa Inês em direção a Imperatriz, utilizando disfarces para evitar a identificação, e hospedou-se em um hotel com uma identidade falsa, monitorando a rotina da vítima antes de enviar o ovo envenenado.
A pena para a tentativa de homicídio contra Mirian foi fixada em 14 anos, 9 meses e 25 dias. Para as mortes de Luiz Fernando e Evillyn Fernanda, a condenação foi de 25 anos, 11 meses e 6 dias para cada uma, totalizando 66 anos, 8 meses e 7 dias de prisão.



