No último sábado (27), a defesa de Jair Bolsonaro protocolou um pedido junto ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a prorrogação da prisão domiciliar humanitária do ex-presidente. O prazo para essa medida, que foi estabelecido por Moraes, expirou na quinta-feira (25) sem que o ministro tenha se pronunciado sobre a possível continuidade da prisão domiciliar ou a transferência de Bolsonaro para um estabelecimento penal.
Além da prorrogação, os advogados de Bolsonaro pediram a dispensa do reconhecimento de falta grave em relação à apreensão de uma arma registrada em nome do ex-presidente. O armamento foi retirado temporariamente da residência de Bolsonaro após apresentar uma falha mecânica, segundo a defesa.
Os advogados argumentaram que não houve tentativa de ocultação ou adulteração do registro da arma, ressaltando que a situação não se enquadra nas disposições da Lei de Execução Penal. Eles sustentam que a apreensão não caracteriza posse indevida de armamento, o que, segundo a defesa, isentaria Bolsonaro de qualquer penalização.
A defesa de Bolsonaro acredita que a ausência de má-fé na situação da arma reforça a argumentação para a prorrogação da prisão domiciliar. O ex-presidente, que enfrenta processos judiciais, permanece sob a custódia de medidas que garantem sua segurança e integridade durante o período de investigação.
A expectativa agora é que o ministro Alexandre de Moraes se manifeste sobre o pedido feito pelos advogados de Bolsonaro, esclarecendo os próximos passos a serem tomados em relação à situação do ex-presidente no contexto judicial atual.



