O Plano Safra 2026/27, que tem início nesta quarta-feira (1º), destinará R$ 525,1 bilhões em financiamentos para médios e grandes produtores rurais. Esse valor representa um incremento de 1,7% em comparação ao montante de R$ 516,2 bilhões disponibilizado na safra anterior, 2025/26. O governo confirmou esses dados durante a cerimônia de lançamento do plano, destacando um aumento de R$ 9 bilhões nos recursos disponíveis.
Dentre os R$ 525,1 bilhões, estão inclusos R$ 194 bilhões oriundos de Cédulas de Produto Rural (CPRs), que têm sua origem em Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e na aplicação da poupança rural com direcionamento obrigatório. O governo considera esses recursos no total devido à isenção fiscal das LCAs que são destinadas ao crédito rural, resultando em renúncia fiscal e subvenção do Executivo.
O lançamento do Plano Safra 2026/27 ocorrerá em Brasília (DF), com a presença do vice-presidente e presidente em exercício, Geraldo Alckmin, além do ministro da Agricultura, André de Paula. Em nota, o Ministério da Agricultura ressaltou que o plano reafirma a importância do crédito rural como um instrumento estratégico para o aumento da produção agropecuária, a melhoria da renda no campo e o fortalecimento da segurança alimentar.
Do total dos recursos, R$ 384,9 bilhões serão alocados para custeio e comercialização, o que representa uma redução de 7,2% em relação aos R$ 414,7 bilhões da safra anterior. Para investimentos, estão reservados R$ 140,2 bilhões, o que mostra um crescimento de 38% em relação aos R$ 101,5 bilhões disponíveis na temporada passada.
O governo também anunciou cortes nas taxas de juros para quase todas as linhas de crédito da agricultura empresarial, que variam entre 0,5 e 1,5 ponto porcentual, passando a ficar entre 8% e 12,5% ao ano, tanto nas linhas de custeio quanto nas de investimento. Na safra anterior, as taxas estavam entre 8,5% e 14%. Essa redução no custo do crédito é vista como uma das principais reivindicações atendidas pelo governo.
Os juros máximos para o custeio empresarial diminuíram de 14% para 12,5% ao ano. O ministério destacou que uma das inovações do Plano Safra 2026/27 é a diminuição das taxas máximas em linhas estratégicas, possibilitando um melhor planejamento por parte dos produtores rurais.



