Menos de 24 horas após a desclassificação nos pênaltis frente ao Marrocos, nos 16 avos de final da Copa do Mundo de 2026, Ronald Koeman decidiu deixar o comando da seleção dos Países Baixos. A confirmação da saída foi feita pelo técnico em suas redes sociais no início da noite de segunda-feira (30).
A eliminação precoce na competição gerou muitas críticas ao trabalho de Koeman, que ressaltou a decepção sentida pela queda na fase inicial do torneio. Ele enfatizou a escolha de renunciar ao cargo logo após a derrota, refletindo sobre as altas expectativas que ele e a equipe tinham em relação à conquista da taça da Copa do Mundo.
O ex-jogador, que é considerado um ídolo tanto da Laranja Mecânica quanto do Barcelona, também comentou sobre um aspecto pessoal que influenciou sua decisão. Ele mencionou que sua esposa enfrenta um problema de saúde, o que mudou sua perspectiva sobre o trabalho e a vida.
Koeman encerra sua segunda passagem à frente da seleção holandesa com um total de 24 vitórias, nove empates e 11 derrotas em 44 jogos. Em seu comunicado, ele expressou orgulho pelas experiências acumuladas ao longo da carreira, que incluem passagens por clubes como Vitesse, Ajax, Benfica, PSV, e o FC Barcelona, além de sua trajetória com a seleção.
No comunicado, Ronald Koeman declarou: "Ontem à noite tomei a decisão de terminar o meu período como treinador da seleção nacional dos Países Baixos. Olhando para trás na minha carreira, sinto-me especialmente orgulhoso e grato. Tive o privilégio de trabalhar em diversos clubes que me moldaram e me deram memórias que guardarei para o resto da minha vida. Isso não significa que não doa que o meu período com a Holanda termine assim. Todos nós sonhávamos com uma Copa do Mundo onde faríamos história. Isso não aconteceu. Ninguém está mais desapontado com isso do que eu."
O treinador também fez agradecimentos a todos os jogadores e à equipe técnica, reconhecendo a dedicação e o apoio recebidos durante sua gestão. Ele finalizou seu discurso com um agradecimento aos torcedores, destacando a honra de ter representado a Holanda como treinador nacional e expressando um misto de orgulho e decepção pela ausência de um título mundial em sua trajetória.



