O policial civil João Ezequiel Pereira, de 52 anos, morreu no domingo, 28 de junho, após ser atingido por disparos de arma de fogo durante uma discussão com um vizinho em Santa Tereza do Oeste, município localizado na região de Cascavel, no oeste do Paraná. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que busca esclarecer a dinâmica da ocorrência e as circunstâncias que antecederam o crime.
O morador da residência onde ocorreu o confronto admitiu ter efetuado os disparos contra o policial e foi preso em flagrante. A identidade do suspeito não foi divulgada pelas autoridades, motivo pelo qual sua defesa não pôde ser localizada para comentar o caso.
Segundo o relato apresentado pelo investigado à polícia, João Ezequiel foi até a residência para buscar a esposa, que participava de uma confraternização no local. Ainda conforme essa versão, o interfone do imóvel estava sem funcionamento e havia um aviso orientando os visitantes a baterem no portão. O suspeito afirmou que a discussão teve início porque o policial teria chutado o portão ao chegar, atitude que teria provocado o desentendimento.
Em entrevista à imprensa, o delegado explicou que, conforme os depoimentos colhidos até o momento, o conflito começou justamente por causa da forma como a vítima tentou chamar os moradores da casa. Segundo ele, o proprietário do imóvel declarou ter se incomodado com a maneira como João Ezequiel chegou ao local, o que deu início à discussão que, pouco depois, evoluiu para o confronto armado.
As investigações apontam que o morador efetuou pelo menos três disparos. Dois projéteis atingiram a cabeça da vítima, sendo um na região do crânio e outro no rosto, enquanto o terceiro acertou a região dorsal. Ferimentos dessa natureza costumam apresentar elevado risco de morte devido aos danos que podem causar a órgãos vitais e ao sistema nervoso central. João Ezequiel não resistiu aos ferimentos.
Durante o interrogatório, o suspeito alegou ter agido em legítima defesa, afirmando que o policial estaria armado no momento da discussão. No entanto, essa versão foi contestada pela Polícia Civil com base nas evidências reunidas até o momento.
Segundo o delegado Fabiano Moza, a quantidade de disparos efetuados e os elementos iniciais da investigação não são compatíveis, em princípio, com a hipótese de legítima defesa. Por esse motivo, foi lavrado o auto de prisão em flagrante pelo crime de homicídio, enquanto as diligências continuam para esclarecer todos os detalhes da ocorrência.
O delegado também informou que, até o momento, não há indícios de que João Ezequiel Pereira tenha efetuado qualquer disparo durante o confronto. A arma que estava em posse do policial será submetida à perícia, procedimento técnico utilizado para verificar se houve utilização recente e produzir provas que auxiliem na reconstrução dos fatos.
Outro elemento considerado importante para a investigação são as imagens registradas pelas câmeras de monitoramento instaladas na residência onde ocorreu o crime. O material será submetido à análise pericial e poderá contribuir para confirmar a sequência dos acontecimentos, confrontar os depoimentos prestados e esclarecer se a versão apresentada pelo suspeito corresponde às evidências.
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