Na madrugada desta quinta-feira, 02 de julho de 2026, o Vaticano confirmou a excomunhão dos bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, um grupo tradicionalista. Em comunicado, a Santa Sé classificou a nomeação de quatro novos bispos pelo grupo como um "ato de natureza cismática", indicando que esses ministros não estão em plena comunhão com a Igreja Católica.
O Vaticano ressaltou que os sacramentos administrados pelos bispos da Fraternidade são considerados ilícitos. A nota enfatiza que o sacramento da penitência e o matrimônio assistido por eles são inválidos, reafirmando a posição da Igreja sobre a validade dos atos sacramentais realizados fora da comunhão eclesiástica.
Os bispos Alfonso de Galarreta e Bernard Fellay, assim como os novos bispos consagrados, foram considerados excomungados "ipso facto" e incorreram na excomunhão "latae sententiae". Os padres Pascal Schreiber, natural da Suíça, e Michael Goldade, dos Estados Unidos, além de Michel Poinsinet e Marc Hanappier, ambos da França, foram promovidos ao episcopado sem a autorização do Vaticano.
A Santa Sé concluiu sua mensagem expressando que a Igreja, em sua condição de mãe, está disposta a acolher todos aqueles que desejam retornar à plena comunhão com a instituição. A excomunhão reflete as tensões existentes entre a Fraternidade Sacerdotal São Pio X e a hierarquia da Igreja Católica, que busca manter a unidade doutrinária e sacramental entre seus membros.



