Durante uma cúpula da Otan na Turquia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o cessar-fogo com o Irã chegou ao fim. A afirmação ocorreu após uma escalada de ataques entre Washington e a República Islâmica, que culminaram em ações retaliatórias da Guarda Revolucionária. Trump, em suas declarações, não poupou críticas ao governo iraniano, chamando o país de "escória" e seus líderes de "pessoas doentes".
Os ataques recentes realizados pelos Estados Unidos contra alvos iranianos provocaram uma reação imediata no mercado de petróleo, resultando em um aumento de cerca de 5% nos preços do barril. Em um momento de tensão, Trump afirmou: "Acho que acabou. Não quero mais lidar com eles, são escória", reforçando sua posição sobre a impossibilidade de negociações futuras.
O presidente americano também expressou descontentamento com a possibilidade de diálogo, afirmando que negociar com o Irã seria uma "perda de tempo", considerando os iranianos como "mentirosos". Trump mencionou que ainda conversaria com o empresário Steve Witkoff e seu genro, Jared Kushner, que estão envolvidos nas tratativas com representantes iranianos, mas deixou claro que a iniciativa para retomar as conversas deveria partir de Teerã.
Trump acusou o governo iraniano de ter distorcido os termos do cessar-fogo estabelecido em 17 de junho, que, segundo ele, previa que o Irã não desenvolveria armas nucleares. "Todos concordaram: nada de armas nucleares. Fizemos um acordo. Depois, eles aparecem e dizem à imprensa que nunca conversaram sobre isso. Há algo de errado com eles. Eles são malucos", concluiu Trump, mantendo um tom de indignação em suas declarações.
Esses eventos marcam um momento crítico nas relações entre os Estados Unidos e o Irã, refletindo a crescente tensão que permeia a política internacional. A declaração de Trump pode ter implicações significativas para a dinâmica da segurança no Oriente Médio e para o mercado de energia global.



