O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no dia 8 de novembro que a Ucrânia receberá a autorização para fabricar mísseis de defesa aérea Patriot. A declaração foi feita durante uma reunião com o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, na cúpula da Otan. Trump destacou que a licença para a produção dos mísseis visa assegurar que a Ucrânia não tenha queixas sobre a falta de suprimentos militares. "Nada mal, não é? Assim vocês não poderão reclamar que não damos mísseis suficientes", afirmou Trump, acrescentando que a empresa responsável ainda não foi informada sobre a decisão, mas que isso será solucionado em breve.
A Ucrânia enfrenta dificuldades em interceptar mísseis balísticos russos, especialmente com a diminuição de seu estoque de interceptadores Patriot, que são essenciais para sua defesa. Apesar dos recentes bombardeios intensos por parte de Moscou, Kiev tem conseguido estabilizar sua linha de frente e realizar ataques dentro do território russo. Trump acredita que essas ações podem contribuir para o fim do conflito, reiterando que tanto Zelensky quanto o líder russo, Vladimir Putin, desejam o término das hostilidades.
Na declaração final da cúpula da Otan, os representantes da Europa e do Canadá se comprometeram a manter um fluxo de apoio militar à Ucrânia, totalizando 80 bilhões de dólares (R$ 412 bilhões, na cotação atual) anualmente, tanto em 2026 quanto em 2027. Esse compromisso visa reforçar a capacidade de defesa do país diante da agressão russa.
Além disso, antes de deixar Ancara, Trump mencionou a possibilidade de dialogar com o presidente sírio, Ahmed Al Sharaa. O clima da cúpula foi marcado por uma reaproximação inesperada entre Trump e os aliados da Otan, após críticas anteriores sobre a falta de apoio europeu na guerra contra o Irã. "Foi uma grande reunião, havia muito amor nesta sala, muita unidade", declarou Trump a jornalistas após a reunião que contou com a presença de 32 chefes de Estado.
O encontro também proporcionou momentos informais, como uma conversa descontraída sobre futebol e a Copa do Mundo nos Estados Unidos entre Trump e o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez. O líder espanhol comentou que a interação foi leve e sem tensões, abordando também o tema do golfe.
A cúpula ocorreu em um contexto tenso para a aliança transatlântica, que já existe há 77 anos, com Trump pressionando os membros a cumprirem suas promessas de aumento nos gastos com defesa, enquanto os Estados Unidos parecem estar recuando na Europa. Para evitar um novo confronto com Trump, os aliados da Otan anunciaram novos contratos de armamentos, totalizando dezenas de bilhões de dólares, como uma demonstração de que estão comprometidos em aumentar seus investimentos militares.



